Diante da recente manifestação do ministro da saúde, José Gomes Temporão, recomendando que os brasileiros evitem viagens para Chile e Argentina em função da chamada gripe suína, torna-se de importante, destacar a posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), agência especializada em saúde subordinada à Organização das Nações Unidas.
Segundo a entidade, a restrição a viagens tem efeito pequeno na detenção da propagação do vírus. A atenção deve ter foco na rápida identificação dos casos e na conseqüente oferta do atendimento médico necessário, e não tanto na possibilidade de se deter do vírus em âmbito internacional. Em nota, a OMS diz que, embora a identificação de sintomas entre os viajantes seja uma técnica eficaz para o acompanhamento, ela não tem a mesma eficiência na redução da propagação da gripe, visto que o vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa antes do aparecimento dos sintomas.
De acordo com a OMS, estudos científicos mostram que restrições a viagens tem efeito baixo ou até mesmo nulo na propagação da enfermidade. A tese é comprovada pelo histórico de pandemias de gripe, bem como com a experiência adquirida com as SRAS.
A recomendação da OMS é que os viajantes devam seguir uma serie de recomendações simples. As pessoas enfermas, no entanto, devem adiar as viagens, e os viajantes que retornam adoentados ao país de origem devem receber os cuidados médicos necessários.
Veja abaixo, na íntegra, o posicionamento da Organização Mundial de Saúde:
“A imposição de restrições a viagens não é justificada.
A OMS não recomenda que se imponham restrições a viagens em função do surto do vírus gripal A (H1N1). Atualmente, as viagens internacionais ocorrem com grande rapidez e um grande numero de pessoas visitam diversas partes do mundo. Limitar viagens ou impor restrições tem um efeito muito pequeno na detenção da propagação internacional do vírus., e é incomodo para a comunidade internacional.
A gripe A (H1N1) foi confirmada em muitas partes do mundo. A atenção se concentra, agora, em reduzir o impacto do vírus identificando rapidamente os casos e proporcionando aos pacientes o atendimento médico necessário, e não tanto em deter a propagação da enfermidade. Registro históricos de pandemias de gripe precedentes, assim como a experiência adquirida com as SRAS, validam esta opinião.
Os viajantes podem proteger a si mesmo e aos demais seguindo uma série de recomendações simples relativas a viagens, com o objetivo de prevenir a propagação da infecção. As pessoas enfermas deveriam adiar viagens previstas, e os viajantes que regressam enfermos ao país de origem deveriam receber o atendimento médico necessário. Estas recomendações são medidas prudentes que podem limitar a propagação de muitas enfermidades transmissíveis, não apenas a gripe A (H1N1).”
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